TTR In The Press
Revista LIDE
July 2024
MAIS DINÂMICO E OUSADO
Fusões e aquisições: setores de tecnologia, infraestrutura, energias renováveis e indústria farmacêutica são os que mais vão fechar novos negócios no Brasil este ano Após dois anos de queda no volume de fusões e aquisições (M&A), a expectativa é que as transações voltem a crescer ao longo de 2024, com aumento entre 10 e 15% em relação a 2023 no Brasil. É o que aponta uma projeção realizada pela Redirection International, empresa especializada em assessoria de fusões & aquisições. “O estresse geopolítico, a inflação alta e as incertezas políticas impactaram de forma negativa o mercado de M&A no Brasil nos últimos dois anos e isso após uma movimentação recorde de transações registradas em 2021. Agora, seguindo uma melhora das perspectivas econômicas local e global, devemos alcançar em 2024 o terceiro maior resultado desde 2018”, explica o economista Adam Patterson, sócio da Redirection International e um dos responsáveis pelo estudo. Seguindo a tendência do mercado global, os setores que mais devem movimentar as atividades de fusões e aquisições no Brasil em 2024 são o de tecnologia, infraestrutura, energias renováveis e da indústria farmacêutica. O estudo aponta ainda para uma maior presença das empresas de médio porte (Middle Market) no A volume total de transações e destaca que entre 2021 e 2023, elas aumentaram em 60% a sua participação no mercado de M&A, respondendo atualmente por cerca de 20% dos valores transacionados no país. ANÁLISE Para José Setti Diaz, sócio das áreas de Fusões e Aquisições e Comércio Internacional e Aduaneiro do Demarest, o mercado de M&A está se provando muito mais robusto em 2024 em relação a 2023, com desempenho positivo, especialmente em setores chave da economia brasileira como agronegócios, energia, mineração, tecnologia e telecomunicações, serviços financeiros, saúde e educação. “A tendência é que este ano apresente cresci - mento do volume de fusões e aquisições em relação a 2023, na casa de dois dígitos, já que o ano passado foi marcado por uma redução de aproximadamente 20% em relação a 2022. Há condições para que o crescimento atinja esses 20% retomando tal período, mas para isso não podemos ter surpresas negativas até o final deste ano”, avalia o advogado.
Source: Revista LIDE - Brazil